A Anvisa suspendeu preventivamente a importação de medicamentos produzidos pela fábrica francesa Excelvision, responsável pela fabricação de colírios e géis oftálmicos para diferentes marcas. A decisão ocorreu depois que a autoridade sanitária da França identificou descumprimento de boas práticas de fabricação e emitiu um alerta internacional.
Para o consumidor brasileiro, a orientação mais específica envolve produtos Hyabak e Thealiz Duo fabricados na unidade a partir de 5 de junho de 2026. A Anvisa orienta que esses produtos não sejam utilizados enquanto a medida estiver em vigor.
Quais produtos precisam ser conferidos?
A suspensão abrange a importação de todos os medicamentos fabricados pela Excelvision. No caso de Hyabak e Thealiz Duo, estão suspensos os lotes produzidos nessa fábrica a partir da data indicada pela Agência.
O primeiro passo é olhar a embalagem externa e o rótulo, procurando nome do fabricante, lote e demais informações de identificação. Nem toda unidade vendida com essas marcas necessariamente foi produzida no local e período atingidos; por isso, a conferência evita descarte indevido e também impede o uso de uma unidade alcançada pela medida.
O que fazer se a embalagem indicar Excelvision?
- Não use o produto até esclarecer se o lote está incluído na suspensão.
- Guarde embalagem, nota fiscal e o frasco ou tubo.
- Entre em contato com a empresa responsável pela marca ou com a farmácia onde ocorreu a compra.
- Se o medicamento foi prescrito, procure o profissional ou o serviço de saúde para discutir uma alternativa segura.
Não substitua um colírio por outro apenas porque a embalagem parece semelhante. Produtos oftálmicos podem ter composições, conservantes e indicações diferentes.
A suspensão confirma que todos os produtos estão contaminados?
Não. A decisão é preventiva e responde a falhas de boas práticas encontradas durante uma inspeção. Uma suspensão sanitária busca impedir a entrada e o uso de produtos enquanto a situação é esclarecida ou corrigida; ela não permite concluir, sem análise específica, que cada unidade esteja contaminada.
Ao mesmo tempo, a ausência de um dano visível não é motivo para ignorar a orientação. Medicamentos para os olhos precisam atender padrões rigorosos de fabricação e esterilidade porque são usados em uma região sensível.
E se o produto já tiver sido usado?
Interrompa o uso da unidade atingida e busque orientação se surgirem dor, vermelhidão persistente, secreção, sensibilidade intensa à luz ou alteração da visão. Sintomas oculares importantes exigem avaliação; não tente “lavar” o olho com outro medicamento ou receita caseira.
Acompanhe atualizações diretamente nos canais da Anvisa e da empresa responsável. Alertas compartilhados em redes sociais podem omitir datas, fabricante ou lotes e levar a decisões erradas.
