O Ministério da Saúde enviou ao Rio Grande do Norte 7.243 tubetes de insulina glargina como parte da distribuição nacional do medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O estado também recebeu 1.979 canetas reutilizáveis para a aplicação do fármaco. A informação foi publicada pelo ministério em 21 de julho de 2026.

A insulina glargina é um medicamento de ação prolongada que está substituindo gradualmente a insulina NPH na rede pública. De acordo com o ministério, a glargina exige, na maioria dos casos, apenas uma aplicação diária, enquanto outros esquemas terapêuticos podem necessitar de até três aplicações no mesmo período.

Quem tem direito ao medicamento

A distribuição é direcionada a dois grupos prioritários: crianças e adolescentes de 2 a menos de 18 anos com diabetes tipo 1, e pessoas com 70 anos ou mais que tenham diabetes tipo 1 ou tipo 2. No âmbito nacional, a pasta já havia distribuído cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina até 21 de julho de 2026.

A transição entre os medicamentos ocorre de forma gradual na atenção primária à saúde. O ministério informou que a troca não é automática: pacientes e familiares devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima portando a receita médica devidamente emitida e carimbada.

Como funciona o atendimento

Após a solicitação, o paciente e seus familiares serão acolhidos por uma equipe multiprofissional, que avaliará o quadro clínico e a possibilidade de transição do tratamento. A caneta reutilizável entregue junto ao medicamento tem validade de três anos. As agulhas necessárias para a administração também serão fornecidas.

Além da avaliação clínica, os pacientes receberão orientações sobre o uso correto da insulina, a técnica de aplicação e o armazenamento adequado do produto. O Ministério da Saúde informou que a previsão é de que todos os estados brasileiros recebam os lotes de insulina glargina até o final de julho de 2026.

O que o leitor pode fazer

Pacientes que se enquadram nos critérios de idade e tipo de diabetes podem procurar a UBS de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada para solicitar a avaliação da possível substituição da insulina NPH pela glargina. Cuidadores e responsáveis por crianças, adolescentes ou idosos elegíveis também podem fazer a solicitação diretamente nas unidades de saúde.

A iniciativa de transição é viabilizada por uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que permite a produção nacional do medicamento e visa garantir estoques mais seguros para o SUS. A insulina glargina oferece, segundo o ministério, um controle mais estável da glicemia e reduz o risco de episódios de hipoglicemia, o que pode favorecer a adesão ao tratamento.